Durante a evolução dos tempo, desde a pré história aos nossos dias, seja por razões culturais ou práticas, o papel das mulheres sempre foi algo relativizado. As mulheres dizem que foram os homens que o fizeram. Será que sim. Na pré história, todos nós sabemos que as mulheres asseguravam a vida doméstica, enquanto que os homens asseguarvam a sobrevivência do grupo. Agora pergunto, se a vida doméstica é relativizar o papel da mulher? Penso que é apenas um dominio da vida conjugal ou mais um aspecto que é necessário dar atenção.
Mas, o que me choca, foi o estatuto que esta pratica teve ao longo dos tempos. E a culpa.
Em minha opinião, o grupo social que mais culpa teve na questão da relativização do papel da mulher na sociedade, foi a Igreja. Sim, a Igreja. Se tivermos em atenção, a Igreja ao longo da sua existência sempre se esforçou por rebaixar a importância da mulher na sociedade ocidental. é contudo impossivel debruçarmo-nos sobre este assunto, sem recuramos um pouco aos fundamentos da Igreja católica apostólica romana.
Morto que estava Jesus Cristo, a pessoa que mais ganhou influência, na disseminação daqueles que eram os ensinamentos de jesus, foi sua mulher (sim, porque existem provas concludentes de que Jesus e Maria haviam contraido matrimónio, o que aliás era prática comum entre a realeza e Jesus era realeza, Rei). Madalena tornou-se na pessoa que mais espalhou a sua palavra. De forma a impedir que estes ensinamentos se espalhassem sob o jugo de uma mulher, o Imperador Constantino decretou a ilegalidade dos ensinamentos de Jesus, até pelo facto de que Jesus havia sido condenado por um crime. Depressa se apercebeu que havia transformado um rei vassalo em martir de uma causa que não conhecia. Se ao matar Jesus o tranformou num mártir, enaltecendo a sua causa, Constatino ao aprecerber-se que o seu magistrado havia sido o principal culpado na elevação da causa de Cristo, decreta a ilegalidade do culto cristão. Nesta fase, as pessoas reuniam-se em segredo, ajudadas por Madalena, sua mulher que se esforçava pela disseminação dos ensinamentos de seu marido. Por esta altura, o Imperador Constantino, verificando o fenómeno, decide lançar impostos de culto aos que prestassem culto a Jesus Cristo, numa clara tentativa de matar o movimento. Decide ainda emitir um mandato de captura aos seus magistrados para a prisão de Madalena, fazendo com que esta fugisse para França, com a sua filha (e de Jesus). Esta criança acabaria por casar com Filipe e iniciar a primeira dinastia reinante de França, Carolingia. Este casamento é apenas mais um indicio da realeza de Madalena e de sua filha. Em Roma, os ensinamentos de Jesus e o esforço de Madalena para que fossem passados, surtiram efeitos, sendo que o número de praticantes documentado nos finais do séc. I - inicios do II eram de 70.000, só em Roma. Tal levou a que Constatino liberalizasse o culto e para isso, reuniu os melhores e mais poéticos escritores e pensadores do Império e encomendou-lhe um conjunto de textos que seriviriam de mote ao culto agora liberalizado e com impostos. Surgiam assim os textos conhecidos como Evangelhos. Nascia assim uma obra que mais não era que um eficaz instrumento de propaganda de regime. Em complemento e dado que o esforço de Madalena alicerçava o culto, Constatino esforçou-se por desacredita-la lançando uma campanha de difamação da mulher no seio do culto cristão. A velha máxima de Constatino é que se o culto tinha que ser feito, que fosse à sua maneira. Desta forma, o papel da mulher mais do que relativissado, foi rebaixado. No século V, quando a Igreja se tornou grosso modo com a organização que lhe conhecemos, os responsáveis consideraram que o papel de Madalena estava ainda muito presente e continuaram até hoje a relativiza-lo. O culto mariano, que hoje se conheçe, sobretudo na P. Ibérica não é mais que uma cedência de meados da idade média, sob a forma da Virgem Maria, apelando à mãe de Jesus e não à mulher. A Igreja católica faz uma analogia da mulher, ao simbolo do pecado e tudo o que é imoral.
Para aqueles que conhecerem civilizações pré classicas como a egipcia, verão que a Igreja católica, se baseou no panteão egipcio para assentar a sua confissão. Mas isso será algo que me debruçarei nos próximos dias.
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